Com o início das férias escolares, crianças e adolescentes costumam passar mais tempo conectados à internet por meio de celulares, tablets, computadores e videogames. Embora a tecnologia seja uma aliada para o entretenimento e o aprendizado, especialistas alertam que o uso excessivo das telas pode aumentar os riscos de contato com desconhecidos, golpes virtuais, cyberbullying, exposição a conteúdos inadequados e até prejuízos ao sono, à saúde emocional e ao convívio familiar. A orientação é que os responsáveis acompanhem de perto a rotina digital dos filhos e estabeleçam regras claras para o uso dos dispositivos.
Diálogo, limites e supervisão são fundamentais
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que crianças menores de 2 anos não sejam expostas às telas. Entre 2 e 5 anos, o tempo de uso deve ser de até uma hora por dia; de 6 a 10 anos, até duas horas; e, para adolescentes, o ideal é que o uso seja acompanhado pela família. Especialistas destacam que o mais importante não é apenas controlar o tempo de tela, mas equilibrar o uso da tecnologia com brincadeiras, atividades físicas, leitura e momentos de convivência. Também é recomendado manter os aparelhos fora do quarto durante a noite para preservar a qualidade do sono.
Entre as principais orientações estão não compartilhar senhas do Gov.br ou dados pessoais, ativar ferramentas de controle parental, verificar a classificação indicativa de jogos e redes sociais e conversar com as crianças sobre os perigos de falar com desconhecidos na internet. Pais e responsáveis também devem ficar atentos a mudanças de comportamento, como isolamento, irritabilidade, excesso de sigilo sobre o celular ou queda no interesse por atividades presenciais. Em casos de exploração, aliciamento, cyberbullying ou outros crimes virtuais, a recomendação é denunciar imediatamente pelos canais das plataformas digitais e pelo Disque 100, reforçando que a prevenção e o diálogo continuam sendo as principais ferramentas para garantir férias mais seguras no ambiente digital.